Em uma escavação no Cairo, pesquisadores do Instituto Francês de Arqueologia (IFAO) e da Universidade Norueguesa MF, descobriram uma estrutura que abrigava monges cristãos. Os edifícios haviam sido levantados em pedra basalto, esculpidos em rocha e ladrilho, diz o comunicado oficial do Ministério do Turismo egípcio.

Osama Talaat, chefe do Setor de Antiguidades Islâmicas, Coptas e Judaicas no Conselho Supremo de Antiguidades, explicou que as construções datam dos séculos IV e VII d.C. A descoberta pode ser o maior sítio arqueológico já encontrado na história.

Localizadas no Oásis de Bahariya, a 370 quilômetros da capital Cairo, as ruínas revelaram um grande complexo de edifícios. A estrutura é dividida em seis setores: igrejas, lugares reservados para devocionais, 19 quartos, cozinha e refeitório, sala de convivência, além de uma capela.

Informações do líder da equipe arqueológica, Victor Ghica, revelam que as inscrições nas paredes foram feitas em tinta amarela. Elas incluem textos da Bíblia em grego, “refletindo a natureza da vida monástica na região, que se refere à permanência dos monges lá desde o século V d.C”.

Ghica, em entrevista ao jornal egípcio Al-Ahram, disse ter esperança de que essa missão “expanda muito nosso conhecimento do período”. De acordo com estudiosos, esse sítio arqueológico pode ser “o local monástico cristão preservado mais antigo que já foi datado com precisão”.