É muito comum encontramos pessoas que delegam o desenvolvimento de suas carreiras às empresas em que trabalham ou a seus líderes diretos. Passam anos esperando promoções, esperando a empresa investir em cursos técnicos ou MBAs e até mesmo proporcionar novas experiências. Quando essa expectativa não é atendida, as frustrações aumentam e as reclamações de que não se é valorizada ganham proporções ainda maiores, podendo, em alguns casos, levar a pessoa a desistir de cuidar da sua carreira, passando a trabalhar apenas para conseguir cumprir com suas responsabilidades financeiras.

Carreira é uma construção pessoal e requer um esforço significativo. É preciso olhar para todas as experiências pessoais de todo tipo de trabalho que algum dia já experimentamos, e conseguir identificar todas as decisões profissionais que tomamos e, ao mesmo tempo, avaliar a qualidade dessas decisões.

Focar nessa análise ajuda a definir se o caminho escolhido está coerente com o que se deseja construir ou se há necessidade de mudança de rota.

Para as pessoas que de fato se responsabilizam por suas carreiras, não há espaço para viverem a vida profissional sem se atentar às mudanças que estão ocorrendo no mundo do trabalho.

Dois pontos importantes

Penso que o autoconhecimento e a leitura de mercado, são dois pontos importantíssimos aos quais também precisamos estar atentos quando falamos em carreira.

O autoconhecimento, pois dele emanam as grandes descobertas sobre nós mesmos.

Talentos e habilidades que já temos desenvolvidos e aqueles que precisam ser desenvolvidos.

Avaliação da capacidade que temos de lidar com ambientes e relacionamentos complexos, como tomamos decisões e como reagimos diante de novos contextos.

A leitura do mercado nos ajuda a identificar as habilidades e conhecimentos necessários para atender aos desafios, oportunidades e tendências da área que almejamos seguir.

Para mim, a carreira de uma pessoa deveria estar intimamente ligada àquilo que a própria acredita ser sua missão de vida. Acredito que a carreira é uma jornada de escolhas que importam e que têm um significado para além de nós mesmos, pautada por valores, por aquilo que não se abre mão. Entendo que assim, os valores atuam como bússola norteadora das decisões e escolhas profissionais.

Outro ponto que julgo ser importante é o encontro da singularidade de cada um. Como nossas experiências, pontos fortes, conhecimentos e paixões podem ser combinadas para a criação de um futuro desejado? Como nos posicionamos diante de contextos adversos e incertos? E com qual velocidade nos adaptamos às necessidades de mudanças?

Um exercício bacana que tenho feito ultimamente sobre minha carreira é ter claro o meu porquê. Responder essa pergunta é me conectar ainda mais com minha missão pessoal, com aquilo que me move. Mas entendo que só o porquê não garante sucesso daquilo que tenho me proposto.

Outro movimento que tenho feito é o de buscar aumentar o meu repertório, responder ao como fazer. Como sabem, sou líder de uma startup e ocupar esse lugar não é nada fácil. Atualmente, tenho investido em mentorias para me ajudar a ganhar musculatura como tal. E por último, tenho me dedicado a construir uma rede de apoio, criação de novas conexões. São pessoas que podem me apoiar num momento complexo, que podem me ajudar na criação de novas oportunidades e até mesmo me ensinar o caminho das pedras.

E você, como está lidando com a sua carreira? Tomando decisões melhores e intencionais para conduzi-la? Ou largou de lado?