Imunizante chinês obteve níveis de anticorpos maiores nessa faixa etária do que na acima de 18 anos

Após as crianças também se tornarem alvo do novo coronavírus, testes têm sido realizados para validar as vacinas nos pequenos. A boa notícia é que a CoronaVac, imunizante chinês, se provou capaz de causar reações imunológicas no público infantil e adolescente.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) em Pequim pela farmacêutica Sinovac Biotech, parceira do Instituto Butantan. Os testes ainda em fase inicial foram feitos em 500 pessoas de 3 a 17 anos. Cada uma recebeu duas doses médias ou baixas da vacina ou um placebo.

Segundo nota oficial do Butantan, “a maior parte das reações adversas foi branda”. O grupo de 3 a 11 anos teve reações de anticorpos favoráveis com a dosagem menor. Duas crianças que receberam essa quantidade tiveram febre alta e foram categorizadas como grau 3, de acordo com Zeng Gang, pesquisador do laboratório da Sinovac. 

Os jovens de 12 a 17 responderam melhor à aplicação da dose média. Zeng informou que os testes clínicos realizados no público infanto-juvenil obtiveram resultados mais satisfatórios do que os feitos entre os de 18 e 59 anos e em idosos. A faixa etária mais nova gerou níveis de anticorpos maiores.

Desde o início da pandemia, 627 crianças de zero a 5 anos já morreram por causa da doença no Brasil. Os dados da fabricante chinesa renovam a esperança de pais preocupados com o aumento dos casos.

Outras empresas de biotecnologia já iniciaram os experimentos em crianças. O imunizante contra a covid-19 desenvolvida pela britânica AstraZeneca e a Universidade de Oxford começou a ser testada no público a partir de seis anos de idade. A Moderna também anunciou o início de experimentos de vacinas pediátricas.

Um novo ensaio com a terceira dose deve ser aplicado daqui a oito meses nos participantes da China. É necessário também que os resultados passem pela análise da comunidade científica e sejam publicados em revistas especializadas.