Com pesquisas realizadas desde abril do ano passado, cientistas da UFMG criaram uma fita adesiva que protege superfícies contra o vírus da COVID-19. O Departamento de Química, do Icex (Instituto de Ciências Exatas) e de Odontologia Restauradora em parceria com a empresa têxtil paulistana Erhena, desenvolveram a tecnologia com o composto químico Nanoativ.

Com garantia de proteção por até 28 dias, o produto é um potente antiviral e protege grandes ambientes do novo coronavírus (veja foto). A tecnologia foi desenvolvida em tempo recorde, segundo informações da UFMG.

fita adesiva desenvolvida pela UFMG

Durante oito meses foi possível finalizar as pesquisas, fazer os testes e depositar a patente. Isso porque houve um aproveitamento de estudos anteriores da professora Esperanza Cortés e dois ex-pós-graduandos da Faculdade de Odontologia: André Pataro e Michel Furtado Araujo.

De acordo com o professor Rubén Dario Sinisterra, o coordenador da pesquisa e chefe do Departamento de Química da UFMG, eles já haviam gerado patente concedida à universidade pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 2017.

 

Tecnologia aprovada

A eficácia do produto foi comprovada por testes em variados ambientes de 300 metros quadrados no aeroporto Viracopos, em Campinas (SP).

Após análises microbiológicas semanais, entre o fim de novembro e início de dezembro de 2020, a fita preservou a superfície livre do vírus e de diferentes bactérias.

Com o sucesso da pesquisa, a UFMG e a empresa Erhena pretendem realizar novas aplicações em testes, agora, com  cosméticos, produtos hospitalares, saneantes e veterinários.

Fonte: UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais