A declaração de Paulo Guedes ocorreu em uma entrevista concedida ao podcast de Thiago Nigro, fundador do Primo Rico, quando o ministro da economia ressaltava a importância do ajuste fiscal no Brasil.

Em tom de advertência, Guedes disse que “para virar a Argentina, seis meses; para virar Venezuela, um ano e meio. Se fizer errado, vai rápido”. Para chegar nessas condições, o país precisaria adotar políticas econômicas de gastos descontrolados, fazer empréstimos a grandes empresas a partir de bancos públicos e ter altas taxas de juros. Práticas de governos anteriores que Paulo Guedes criticou devido ao “toma lá, dá cá” que esse tipo de política incentivava. 

Segundo o ministro, esse foi o motivo de o Brasil ter estagnado economicamente nos últimos tempos. “Então, o Brasil que era um país que crescia 7-7,5% ao ano, durante décadas, (…) trazendo gente de todo o mundo. Primeira maior colônia de japoneses fora do Japão. Segunda maior colônia de italianos fora da Itália. Terceira maior colônia de alemães fora da Alemanha. Todo mundo vinha para cá, a terra da prosperidade. (…) Hoje, é o contrário. O filho do brasileiro mais rico vai embora, estuda lá fora e fica lá fora, mora em Miami; o mais pobre vai trabalhar de garçom em Barcelona, vai entregar pizza em Boston”, completou.

O chefe da área econômica enfatizou que o governo atual pretende ir na contramão desse ciclo que ele chamou de o “caminho da miséria”. Para isso, seria necessário que o Brasil pensasse em estratégias de longo prazo: “Quer virar Alemanha ou Estados Unidos, 10-15 anos na outra direção”.

Para ações imediatas, Guedes destacou ainda a importância de avançar em reformas administrativas engavetadas devido à pandemia. Outra medida é aprovar a PEC Emergencial que limita os gastos do governo e, só assim, prorrogar o pagamento do auxílio emergencial.