“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”, (Mateus 5:13 a 16).

De fato, o sermão do monte aponta para o retrato do Reino de Deus. Se nos versículos anteriores, de três a doze, o caráter dos nascidos do Reino é revelado, aqui já importa, a partir do versículo de número treze, como o crente deve manifestar a sua nova natureza.

Jesus reitera o papel do que crê perante a sociedade e na sua relação com o mundo. Uma amostra de que o cristão não está isolado do mundo, ele está no mundo, embora não pertença a este mundo.

A Bíblia mostra que não é se isolando que revelamos a vontade de Deus, como se fazia no movimento do monasticismo, que ensinava que o cristão deveria isolar-se socialmente para viver apenas no estado contemplativo, algo já refutado por toda a escritura como diz, por exemplo, a carta de Pedro.

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”, (I Pedro 2:9).

Você nasceu para brilhar a Glória de Deus em todos os seus atos e decisões. Manifestar claramente a verdade, a bondade e o poder de Deus em sua nova realidade em Cristo Jesus.

 

“O cristão não está isolado do mundo, ele está no mundo, embora não pertença a este mundo.”

 

Quando o nosso mestre Jesus diz: “Vós sois o Sal da terra” é um sinal claro de que ali existe uma profundidade peculiar, que emoldurava também o olhar do cristão, levando-o a perceber não somente o seu portar individualmente, mas compreender a situação atual da humanidade, que necessita urgentemente da intervenção dos santos de Deus, uma vez que o mundo ainda se encontra como a humanidade que ainda não foi regenerada em Cristo: com constantes lutas e desafios, tendendo sempre às piores escolhas e desejos.

Para isso, Jesus usa dois elementos muito comuns que qualquer pessoa poderia ter em casa. Todo mundo tinha dinheiro e uma lamparina. Jesus usa estas duas figuras para pontuar claramente quem seria um discípulo e quem não seria um discípulo, como também estão desassociados trevas e luz, ímpios ou justo, algo limpo ou sujo. É sempre sobre estas duas distinções: aquele que tem aliança e aquele que não é nação de Deus.

É na diferença testemunhal que o mundo se vê com água na boca por ter sua sede saciada. O mundo é atraído pela igreja, quando ele percebe em nós uma total diferença, o ódio pelo que não é de Deus e, inicialmente, pode causar em sua mente uma ideia inicial de rejeição, mas na verdade, eles é que estão rejeitando o Cristo e uma vida discipuladora e transformadora. Mas é exatamente esta a fórmula utilizada pelo Espírito Santo no despertamento dos corações que estão sendo trabalhados.

Com certeza, você pode olhar por um instante seu passado e perceber que também estava separado de Deus. Que seu coração foi sendo transformado em amor e, ao mesmo tempo, nascia uma consciência sólida do pecado e da necessidade de um redentor, de um único e suficiente salvador. Seu nome: Jesus Cristo e por Sua graça fomos salvos, mediante um instrumento chamado Fé.

A partir dessa cosmovisão cristã, faz-se necessário tentar não minimizar a diferença para o mundo enquanto sistema.

O sal servia de conserva, como uma espécie de geladeira.

O sal era jogado na estrada porque as pessoas pisavam em cima quando já não servia e perdia sua principal função.

É papel da igreja evitar que o mundo se despedace.

Ao ouvir uma notícia intrigante ou que nos choca profundamente, a primeira pergunta deveria ser: “aonde está a igreja que não conseguiu evitar tanta podridão”?

Nós somos chamados para evitar a podridão do mundo. Zelar pela obra perfeita de Deus desde o início. Devemos trazer a esperança para o caos atual. Responder como o povo de Deus, Sua nação, Seus filhos, denotar a glória de Deus e nos importar com o próximo, desejando o seu bem como se fosse a nós mesmos. Porque o Evangelho aponta para a importância do outro.

A luz é altruísta, serve para iluminar o ambiente, uma voz profética que denuncia o errado e traz clareza para aquilo que a voz de Deus está apontando. O Rei Jesus espera que Sua igreja seja aquela que traz a luz.

As bem-aventuranças externam o que é ser o discípulo de Jesus e, a partir desta metáfora, define função e propósito do Cristão no mundo: como ser luz na sociedade.

 

“Nós somos chamados para evitar a podridão do mundo. Zelar pela obra perfeita de Deus desde o início.”

 

Tudo isso deve ser regado com amor e misericórdia, não como juízes de lados bi polarizados, mas alguém que brilha agora porque a misericórdia de Deus o permitiu brilhar onde antes, ainda éramos escravos do pecado.

Agora somos anunciadores da esperança que nos redimiu. Você também era um gentio, mas agora é parte desta aliança. Portanto, o meu e o seu compromisso é brilhar uma vida inspiradora, geradora e saudável.

O mundo espera ansiosamente por seus atos apostólicos, ou se podemos mudar esta expressão, seus atos do Espírito Santo; a partir das obras realizadas pelo Consolador.