Nos últimos dias, o Brasil recebeu cerca de 11 milhões de vacinas contra Covid-19. Com essa quantidade de doses, pesquisadores acreditam que a meta estabelecida pelo Governo Federal pode ser batida acima e antes do esperado.

O ritmo de imunização previsto era de 1,5 milhão de pessoas por dia, considerado o ideal pelos cálculos de especialistas. Assim, até o fim do semestre, o Brasil conseguiria concluir a proteção dos grupos prioritários, chegando a 80,5 milhões de pessoas.

As doses que chegaram neste final de semana, vieram da Fiocruz em parceria com o Instituto Butantan, com cerca de 7 milhões na sexta-feira (30). Outras 4 milhões foram enviadas pelo consórcio global Covax Falicity. Com essa remessa, o país teria dez dias garantidos para concluir a meta, mas precisaria de novas entregas para continuar a campanha de imunização.

O país tem hoje cerca de 31 milhões de pessoas que receberam pelo menos uma dose de vacina contra o coronavírus, o que corresponde a 15% da população. Os dados são da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford (Reino Unido).

No mês de abril, a média de aplicações girou em torno de 816 mil doses diárias. Os benefícios da campanha já podem ser observados já que a vacina vem reduzindo casos de infecção e mortes.

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, revelou que a taxa de mortalidade da doença entre idosos acima de 80 anos caiu de 25% a 30% em 2020 para 13% no fim de abril.

Outro ganho importante é que os profissionais na linha de frente estão morrendo menos. Médicos e enfermeiros foram um dos primeiros grupos a serem vacinados em janeiro deste ano. É por isso que houve uma queda de 83% no número de mortos deste grupo em março, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM).