Se por um lado muitas pessoas esfriaram a fé durante a pandemia, para outras esta foi uma oportunidade de se aproximarem ainda mais do Criador. É o que comprova um estudo realizado pelo instituto Paraná Pesquisas.

Segundo informações do instituto, 58,8% dos brasileiros passaram a orar mais desde o início da circulação do vírus no Brasil, em março de 2020. Um ano depois, o isolamento social tem gerado o interesse das pessoas em uma das práticas essenciais da fé.

A pesquisa aponta que o grupo que mais está orando são as pessoas maiores de 60 anos, um total de 68%. Deste número, as mulheres são maioria, somando 66,5%. Dentre os jovens, porém, essa realidade é diferente. Menos da metade (49,8%) da faixa etária de 16 a 24 anos exercem a prática.

Enquanto isso, entre os adultos de idade entre 25 a 34, um pouco mais da maioria (51,7%) estão orando neste período. O levantamento do Paraná Pesquisas foi divulgado no final de março.

 

Como os cristãos estão lidando com a pandemia?

 

É um fato que a fé tem contribuído para a estabilidade emocional, mental e espiritual de muitas pessoas neste um ano de enfrentamento à Covid-19. Entre os declarados cristãos, a recíproca é verdadeira.

Uma pesquisa feita pelo Datafolha apontou que somente 46% dos seguidores da vertente evangélica temem ser infectados pelo vírus. Entre os católicos, o índice é menor ainda, totalizando 32%.

A coleta de dados foi realizada por telefone nos dias 15 e 16 de março de 2021, com 2.023 participantes. Neste período, o Brasil vinha numa crescente de mortes pela doença, ultrapassando 2 mil casos diários.

Com relação ao interesse de tomar a vacina, os dois grupos se mostraram adeptos. No entanto, os evangélicos apresentaram mais resistência à eficácia das vacinas, 14% não querem ser imunizados, enquanto só 6% dos católicos não pretendem tomar as doses.

Sobre o “fique em casa”, 63% dos católicos são a favor e 51% dos evangélicos concordam com isso. Em contrapartida, o fechamento da igreja é menos aceito pelos evangélicos, apenas 39% concordam. Já o percentual dos católicos apresenta mais que o dobro deles em favor do fechamento (65%).