“Este é um assunto sobre o qual a Igreja pode falar”, afirma o líder cristão

 

As estatísticas não são favoráveis quando o assunto é abuso sexual. Igrejas ao redor do mundo inteiro tentam amenizar os traumas vividos pelas vítimas desses crimes. Ao perceber que mais congregações também precisavam se adequar a essa realidade foi que o pastor James Reeves, da City on a Hill, da cidade de Fort Worth no Texas (EUA), criou o programa “Fearless” (Destemidas em português).

O líder, de acordo com o site The Christian Post, revelou ter ficado incomodado com o fato de que assuntos sobre a área sexual eram abordados com ênfase para os homens. Enquanto isso, o público feminino estava sendo negligenciado e com a possibilidade iminente de algumas delas terem sido abusadas sexualmente durante a vida.

Nos Estados Unidos, uma em cada cinco mulheres sofreram estupro ou tentativa, segundo informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Nos templos, os dados são piores. “Uma em cada três mulheres, provavelmente, é o que dizem nas igrejas hoje. Foi muito frustrante para mim, então decidi fazer [o projeto]”, explicou Reeves.

Para o líder, o Fearless é como “uma ponta de lança de cura”. O projeto apresenta às mulheres uma programação de encontros com testemunhos gravados por vítimas que foram saradas emocionalmente. A partir dos vídeos de 25 minutos e de um guia de estudo, os grupos de apoio criam o ambiente ideal para que elas compartilhem suas experiências e sejam mutuamente curadas. As reuniões duram cinco semanas e são ministradas por pessoas capacitadas.

A intenção é que o Fearleass avance para mais igrejas, apesar de muitas hesitarem em falar sobre o tema. “A Palavra de Deus diz muito sobre isso, e devemos falar sobre isso”, afirma Reeves. “E devemos ajudar as mulheres que passaram pelo trauma dessa violação”, completa.

Ainda de acordo com o Centro de Prevenção, um terço das sobreviventes dos abusos foram vitimadas pela primeira vez entre 11 e 17 anos. Uma em cada oito relatou ter sofrido a violência antes dos 10 anos. “[A Igreja] é o melhor lugar [para falar sobre abuso sexual]… Nossa cultura agora está realmente se abrindo para isso e para a oportunidade de ministério na igreja local”, finaliza James Reeves.

 

Fonte: Com informações do site The Christian Post