Há muito tempo já ouvia falar desse parque e das lindas paisagens que tem por lá. Minas Gerais é bem conhecido por suas belezas naturais, montanhas, rios, lagos, cachoeiras…mais de 150 cachoeiras! Roteiro para todos os gostos, do mais sofisticado ao mais rural, do mais aventureiro ao mais “nutella”. Em meio a tantas opções, escolhemos esse paraíso para uma “mini-viagem” de turismo ecológico com trilhas de fácil acesso e cachoeiras maravilhosas.

O Parque Estadual do Rio Preto está localizado no município de São Gonçalo do Rio Preto. Inserido no complexo da Serra do Espinhaço, faz parte da Estrada Real, que constitui o maior patrimônio histórico, cultural e natural de Minas. Esse é um dos Parques mais organizados que já tive o privilégio de visitar. Para acampar ou se alojar no parque, é necessário reservar primeiro. Existe a opção de se alojar em um chalé ou acampar em uma área de camping bem estruturada com bons vestiários, banho quente até as 22h, bebedouro, quiosques de churrasqueira etc.

Ao chegar ao Parque é obrigatório assistir a uma pequena palestra sobre o funcionamento no geral, as atrações e regras que existem por lá. Nas trilhas para as principais cachoeiras (Cachoeira do Crioulo, Sempre Vivas, Forquilha) é obrigatório o acompanhamento do guia que sai às 08h, 09h, 10h e 11h. Apenas para a Sempre Vivas, sai um guia às 09h.

Parque Estadual do Rio Preto 2
Na abertura a Cachoeira do Crioulo e acima o Córrego das Éguas – Fotos: Thelmo Lins e Wagner Cosse

No primeiro dia, decidimos aproveitar as trilhas liberadas para fazer sem guia. Acabou sendo um presente de Deus, depois de uma noite toda viajando. A trilha para o Poço do Veado é bem curta e fácil de fazer. Neste lugar tem um poço enorme bem gostoso, uma verdadeira praia de água doce com areia, sombra e água fresca. Subindo as pedras no curso do rio existe um spa natural, com formações rochosas em formato de banheiras. É só escolher uma e aproveitar! Continuando a trilha, descendo o rio, você chega ao Poço Vau Bravo e Poço Vau das Éguas. Esse lugar é tipo um tobogã natural. Dá pra aproveitar bastante também, escorregando em suas pedras. O percurso todo tem aproximadamente 9 km, ida e volta.

Depois desse dia tranquilo, voltamos para jantar no restaurante, que fica aberto até as 22h e parece ser um ponto de encontro dos trilheiros do parque. Comida gostosa e preço bom. Os alojamentos são bem quentes, o que não se espera quando estamos no meio do mato. A dica é: leve repelente e durma com a porta aberta.
No segundo dia fizemos o principal circuito do parque: Cachoeira do Crioulo, Cachoeira Sempre-vivas passando pelo Mirante do Lajeado, da Pedra e a Forquilha (encontro dos dois rios). O trajeto todo tem aproximadamente 13 km que, para nossa turma, foi leve.

O guia ofereceu fazer um horário especial para nossa saída às 07h30 da manhã, o que foi muito bom, pois ficamos com todas as cachoeiras só pra nós. A trilha é bem tranquila, com vários mirantes no caminho e uma paisagem exuberante ao seu redor. A cachoeira do Crioulo é a primeira, e até ela, andamos por 6,5 km. Impressionante, maravilhosa, indescritível e com um poço bom para nadar. A mais bonita do parque na minha opinião. Depois seguimos pelo leito do rio (portanto nas pedras) até a Cachoeira Sempre Vivas. Existem vários poços no caminho para um mergulho, caso o calor aperte.

A cachoeira Sempre Vivas é também linda e sua água vai escorrendo pelas pedras, sem poço, mas logo a frente tem um bem grande que dá pra nadar tranquilamente, cheio de peixes enormes. As várias pedras empilhadas na cachoeira fazem ótimos banquinhos para sentar embaixo da queda e curtir a massagem. Seguimos a trilha passando pela Forquilha, também uma ótima opção para nadar. Como teríamos que voltar para Belo Horizonte às 15h não paramos por lá e fomos direto da trilha para o banho. E então, de volta pra casa.