O que é orar?

A resposta a isso não poderia ser mais simples: orar é falar com Deus. Talvez acostumados por viver em uma sociedade em que os “grandes” costumam se isolar e dificultar o acesso a si a qualquer custo, podemos achar estranho que o Deus todo-poderoso, criador do universo, tenha escolhido uma maneira tão acessível para se relacionar com a humanidade, mas assim é.

Temos a oportunidade de nos comunicar com ele de maneira íntima, e é o que Deus deseja. A Bíblia, inclusive, nos dá diversas evidências disso, quando lemos sobre o amor de Deus e das diversas formas próximas que ele se manifesta a nós: Pai, amigo, noivo, etc.

Existe um jeito certo de orar?

Não. Assim como não existe um “jeito certo” de se falar com um amigo. Nós simplesmente nos comunicamos, tratamos das nossas coisas em comum, compartilhamos risadas e lágrimas, planejamentos as vitórias da maneira mais orgânica possível. 

É assim que devemos nos aproximar de Deus: desarmados, com o coração aberto, e prontos a experimentar o que o Espírito Santo quer nos proporcionar.

Como aprender a orar?

Não existe fórmula mágica. Como visto anteriormente, o que Deus deseja de nós é um relacionamento sincero, o que exige franqueza nas atitudes e falas. Portanto, para “aprender” a orar, devemos praticar. Falar bastante com Deus, dizer a ele tudo que sentimos e pensamos, além de buscar do Espírito Santo orientação para que o façamos com graça e sabedoria.

Qual o melhor horário para orar?

Não há um horário que seja melhor que os outros. Dizer isso seria apenas uma crendice. O momento ideal é aquele que você pode dedicar a Deus o seu coração por completo. Nem que seja por um simples minuto.

Mas é claro. Quanto mais tempo dedicado a isso, melhor.

Daniel, em seu exílio na Babilônia, orava três vezes ao dia. E isso incomodou seus inimigos. Mas era uma estratégia que Deus deu a ele, não algo que sirva como fórmula. Aliás, o único padrão que funciona aqui é: dedicação e busca incessante a Deus.

homem orando em dúvida

Como sei que minhas orações são ouvidas?

A Bíblia é repleta de orações, clamores e pedidos a Deus de várias naturezas. No livro de Tiago, por exemplo, recebemos uma exortação, que diz:
“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.(Capítulo 4, verso 3).

Ou seja, o autor já nos indica que o problema não é que a oração não chega ao destinatário, e sim o nosso coração no momento da oração.

Além disso, vemos que o Senhor se manifesta de diferentes formas ao longo da Bíblia, demonstrando que é possível se relacionar de maneira pessoal com ele. 

Mas, para os corações angustiados que nem assim se tranquilizam, o livro de Salmos traz a revelação definitiva, no capítulo 65, verso 2. Nele, o autor chama a Deus de “aquele que ouve as orações”.

Ou seja, não se preocupe, Deus ouve. Dedique-se a cuidar do conteúdo da oração, para que seja sincero.

Como orar quando não encontro palavras?

Às vezes estamos mal e não sabemos o que dizer. É normal. Tanto que a Bíblia traz até uma palavra de conforto em relação a isso, nos dizendo que o Espírito Santo intercede em nosso favor. Veja o que diz Romanos 8:

“Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus”.

Portanto, mesmo o choro, ou até o silêncio, podem ser uma oração, se o seu coração estiver no lugar certo. 

Sobre a oração do Pai Nosso 

Para terminar, um último tópico: ao contrário do que muitos pensam, quando Jesus ensina a oração do Pai Nosso, ele está muito mais interessado em comunicar os conceitos do que um texto que deve ser repetido à exaustão, e é nisso que devemos nos apegar.

Nela, aprendemos a:

– Louvar o nome do Senhor;

– Clamar pela vinda do Reino dele;

– Reconhecer nossa insuficiência ao pedir que a vontade dele seja feita;

– Solicitar ajuda para não cair em tentações e para o pão de cada dia, que não é individual, é coletivo.

– A amar o próximo, clamando que ele aja conosco como agimos com nossos irmãos;

– E por fim, a dar a Glória sempre a ele.

Portanto, irmãos, não se apeguem a fórmulas ou receitas mágicas. Aprendam com o que o próprio Jesus nos ensinou a respeito de uma oração, observando também seu exemplo, que era de alguém que falava diretamente com o Pai, já que, graças a seu sacrifício, também temos acesso à sala do trono. Aleluia!