O verdadeiro cristão, ao ingressar na universidade, tem o desejo de honrar a Deus no campus. Por isso ele se preocupa em estudar a Bíblia, se envolver em grupos de evangelismo e anunciar bem a Palavra. Contudo, se a pregação do Evangelho não for acompanhada de um bom testemunho, as palavras podem simplesmente cair em descrédito. 

Isso porque o cristão declara ser um imitador de Cristo. Ele afirma ter experimentado um encontro pessoal com Ele, e esse encontro fez dele uma nova criatura, um cidadão do Reino dos Céus. Portanto, se sua vida não estiver de acordo com a cultura do Reino, inclusive nos pequenos detalhes, as palavras se tornarão vazias. E muitas vezes o cristão falha em aspectos aparentemente irrelevantes.

Nesse e no próximo artigo, quero destacar alguns desses detalhes, alguns comportamentos que, apesar de parecerem insignificantes, podem determinar se a pregação será eficaz ou apenas palavras com pouca ou nenhuma credibilidade.

Pontualidade

cristão universidade - relógio em cima de livros
 

Em primeiro lugar, destaco a pontualidade. Nós, brasileiros, não somos o melhor exemplo nesse quesito. Pequenos atrasos no trabalho, na aula e nos compromissos em geral são normalmente tolerados. Mas alguém já disse com sabedoria que pontualidade é questão de caráter. E o cristão dá bom testemunho de sua fé sendo pontual em seus compromissos, inclusive com relação aos horários da aula.

Pontualidade é sinônimo de respeito. Respeito ao profissional que preparou uma aula. Respeito aos colegas que chegaram no horário e não querem ser interrompidos. Demonstra compromisso e fidelidade. Além disso, pregamos que a universidade é um presente de Deus e um instrumento Dele para desenvolver nosso chamado. Como podemos tratar com descaso uma bênção como essa? Assim, a pontualidade mostra a todos que, de fato, vivemos aquilo que pregamos. 

Muitos crentes justificam seus atrasos por estarem envolvidos nos grupos de evangelismo durante o intervalo, como se isso tornasse aceitável a impontualidade. Como se a aula fosse menos importante do que as atividades desenvolvidas com os irmãos. Mas uma coisa nunca pode excluir a outra. A Bíblia nos exorta a sermos “puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida”, (Filipenses 2:15 e 16).

Tirar boas notas

garota estudando em uma biblioteca

Em segundo lugar, destaco a importância de tirar boas notas. A mesma desculpa do evangelismo é muitas vezes usada aqui. Por estarem muito ocupados evangelizando e fazendo “a obra”, alguns irmãos se sentem liberados para garantir apenas o mínimo de pontos em cada matéria. Contudo, ao negligenciar as disciplinas e o conteúdo das aulas, o crente dá um mau testemunho de sua fé. O cristão não está na faculdade para pegar um diploma ao final de alguns anos, e sim para ser o melhor que puder na área que foi chamado a servir. Sejamos como Jesus, sobre quem se dizia: “Tudo ele tem feito esplendidamente bem”, (Marcos 7:37).

Seja excelente em tudo 

pessoas aplaudindo
 

Em terceiro e último lugar, seja excelente em tudo: nos trabalhos, nos estudos, na participação em grupos de pesquisa. O cidadão do Reino não faz nada de qualquer jeito, ainda que a tarefa não valha muito ponto ou seja para uma disciplina menos importante. “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens”, (Colossenses 3:23).

Esses são alguns exemplos de situações que aparentemente são inofensivas, mas no fundo têm o poder de fortalecer ou enfraquecer o testemunho cristão. Faça a diferença. Mostre que o cristão é regido por outros princípios. E lembre-se da recomendação do apóstolo Paulo aos Filipenses: “exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo”, (Filipenses  1:27).

Na próxima coluna falaremos sobre outros comportamentos essenciais para o bom testemunho na universidade.