Sabemos o quanto é difícil poupar dinheiro ou quitar dívidas em um período em que milhões de brasileiros perderam suas fontes de renda durante a pandemia. Hoje, o desemprego atinge mais de 14 milhões de pessoas no país, de acordo com o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Para driblar a crise, 38% desse total está migrando para trabalhos informais, o que pode ser uma resposta momentânea ao problema. O Brasil soma atualmente 66,5% de endividados, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Por isso, a corrida para sair do vermelho se torna cada vez mais necessária.

Além da busca por uma renda fixa e, depois, um dinheirinho extra, reunimos algumas dicas práticas de como ter seu nome limpo na praça.

 

1) Conheça suas finanças

Não custa lembrar que é necessário anotar os gastos, seja em uma planilha ou no bom e velho caderninho. A maioria das pessoas não sabem o que consome o dinheiro delas no final do mês porque os gastos pequenos diários não são levados em conta.

Mapear as compras é muito importante para identificar onde há gastos desnecessários. Assim, será possível evitá-los e aplicar o dinheiro em outras necessidades. Também existem muitos aplicativos gratuitos disponíveis para download que ajudam nessa tarefa. Não há desculpa!

 

2) Renegocie dívidas

Se você tem dívidas em bancos, o mais indicado é marcar uma reunião com o seu gerente e propor formas de quitá-las. Parcelamentos maiores e com valores baixos podem ser boas opções para quem tem um orçamento baixo.

A maioria dos bancos são bem flexíveis nesse sentido, já que são os mais interessados no dinheiro! Antes de negociar, tenha em mente todas as suas finanças mensais para não comprometer sua renda em outras situações.

Para outros débitos, quem está inadimplente pode participar dos feirões “Limpa Nome” promovidos pelo Serasa.

 

3) Decida poupar

Ao saber onde você está “jogando dinheiro fora” e com a renegociação das suas dívidas, decida guardar dinheiro no banco. Mesmo que inicialmente seja um valor pequeno, não subestime a possibilidade dessa quantia te ajudar em momentos de aperto.

Além das agências convencionais, existem bancos digitais em que a abertura é fácil e feita de casa. A Nubank e o Inter são ótimos exemplos para quem quer praticidade na movimentação do dinheiro.

 

4) Inclua a família nas finanças

Há um péssimo pensamento nas famílias brasileiras que as limitam de falar sobre dinheiro de forma profunda. Seja pela falta de conhecimento ou pela crença de que dinheiro está ligado à corrupção, pouquíssimas pessoas aprenderam sobre finanças em casa e hoje sofrem consequências por isso.

Não precisa ser um tabu falar com os filhos e cônjuge sobre poupar e de como funciona a vida financeira. Para cada idade há uma forma certa de falar. Abrir o jogo com os membros da casa faz com que todos sejam mais conscientes nos gastos.

Existem cursos e conteúdos gratuitos à disposição que podem ajudar a família inteira nessa tarefa. A educação financeira é imprescindível e, com o amadurecimento das finanças, será possível aprender também sobre investimentos.