Estamos em um momento revolucionário do universo feminino. Cada vez mais mulheres lutam por seus direitos, alcançam novos cargos profissionais, e tornam-se independentes e autônomas, enquanto alcançam o seu empoderamento na sociedade.  

Essa luta é constante, diária, porém falta muito a conquistar, sabendo que ainda existe muita desigualdade e preconceito para com as mulheres e o universo feminino. 

Em contrapartida a tantos avanços, precisamos nos atentar para um dado significativo e crescente, que é o adoecimento feminino relacionado à depressão. A atenção deve se ajustar nas idades de 15 aos 35 anos e após os 65 anos, sendo que são períodos distintos, mas que predispõe nas mulheres uma carga hormonal muito grande, além de sua adequação ao mercado de trabalho e adaptações sociais.

A depressão em mulheres é considerada um dos diagnósticos mais comuns em consultórios médicos, já que no espaço de 10 anos, a incidência ou quadros diagnosticados de depressão aumentaram cerca de 18% na estatística mundial, sendo sua predominância em mulheres, dados que foram constatados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com base nos anos de 2005 a 2015. 

Os fatores de atribuição a esse crescente número são: predisposição genética, hormônios, sobrecarga de atividades, luto, puberdade, casamento, gravidez, menopausa, saída dos filhos de casa, histórico familiar, desemprego, assédio ou mesmo vulnerabilidade social, o que  pode acentuar os sintomas e desencadear o adoecimento mental. 

Mas o que as mulheres têm feito para vivenciarem a depressão? 

Muitas mulheres buscam por apoio, tentam não mudar sua rotina, acordam, vão para seus empregos, cuidam da casa, estudam, mas vivem longe de uma realidade de realização ou mesmo felicidade, ressaltando o conceito de felicidade, que é um estado de satisfação e bem estar, passível de alterações.   

O ideal para vivenciar a depressão é o autoexame reflexivo, avaliar se o modo de viver tem sido alterado ou se o interesse por atividades prazerosas tem sido perdido.  

Após essa reflexão e avaliação, reconhecer que a ajuda técnica é essencial para a evolução positiva do diagnóstico. Ao primeiro sintoma, que pode ser irritabilidade excessiva, tristeza ou angústia sem causa aparente, perda ou excesso de peso, sono desajustado, somatização de sintomas, isolamento, choro demasiado, entre outros, não tenha receio em buscar por ajuda. A medicação, juntamente com terapias auxiliares e a própria psicoterapia causa benefícios aparentes ao tratamento. 

Podemos pensar ainda em maneiras para evitar a depressão feminina

Tenha sempre cuidado consigo própria, unindo atividades para o corpo e a mente. 

Procure viver em ambientes saudáveis, longe de conflitos crônicos (causados por históricos inalteráveis em família), situações abusivas e de muito estresse. 

Praticar atividade física regularmente e ter uma dieta equilibrada também contribuem muito na prevenção da doença. 

Existe a possibilidade de vivenciar e vencer a depressão, sabendo suas causas e efeitos, gerando conhecimento e domínio sobre o assunto, possibilitando maiores avanços na prevenção e luta cotidiana das mulheres contra a depressão.