Missões evangelísticas em um país carente é sempre um grande desafio, principalmente quando a palavra de Deus é o único alimento, literalmente, para aqueles que a ouvem. É preciso ter força de vontade e criatividade para driblar essa realidade.

Isso é o que aconteceu com missionários brasileiros em uma aldeia de Burkina Faso, na África. Eles criaram um forno de barro para gerar renda, permitindo também que as mulheres ali pudessem assar e vender biscoitos.

Os voluntários são da ONG CACEMAR (Centro de Acolhimento Casa Esperança e Missão Refúgio) e oferecem oficinas de culinária ensinando a fazer os alimentos na aldeia Dougoutalama.

O projeto faz parte de outra ONG, a “Let’s go to Africa”, que promove anualmente o envio de missionários ao país. Ações humanitárias são desenvolvidas por eles com a intenção de resgatar a dignidade perdida desses povos.

Kamila Bianchi, uma das diretoras da CACEMAR, explicou o motivo de terem escolhido essa estratégia. Em uma entrevista ao site cristão Guiame, Kamila disse que “o forno vem pra auxiliar na captação de recursos para melhorar a qualidade de vida do povo da aldeia, que viviam apenas de sua plantação”. 

A aldeia Dougoutalama é formada por uma igreja e muitas famílias ao redor. Apesar de viverem da agricultura local, o fato de estar localizada longe dos centros urbanos do país causa dificuldades para as pessoas ali se manterem financeiramente. O forno de barro, no entanto, contribui para o aumento da qualidade de vida dos burquinenses.

“É um recurso para eles se alimentarem melhor. Muitas crianças são desnutridas, porque não possuem alimento sempre e na quantidade suficiente, porque são muitas pessoas”, explicou Kamila.

A ideia de construir o forno surgiu do paraguaio Israel Florentin, um dos voluntários na missão. Israel, que já viveu a experiência de construir fornos para a mesma finalidade em seu país, recebeu uma ajuda fundamental dos colegas.

Foram os amigos que doaram os primeiros ingredientes dos biscoitos, trazendo, mais do que renda, um pouco mais de esperança à aldeia.

Fonte: Com informações do site Guiame