Uma operação policial iniciada no dia 1º de janeiro deste ano revela números extraordinários no Brasil. Em quase três meses, mais de 10 mil pessoas foram presas por crimes cometidos contra mulheres.

Nomeada como “Operação Resguardo”, a missão que foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contou com a participação de aproximadamente 18 mil policiais civis.

A megaoperação realizada em 1,8 mil cidades nos 36 estados e Distrito Federal é, de acordo com o Ministério da Justiça, a maior já realizada no combate à violência ao público feminino no país.

Os agentes civis, entre outras violações, atuaram na busca de suspeitos de ameaças, tentativas de feminicídio, lesão corporal, descumprimentos de medidas protetivas, estupro e importunação sexual.

Foram apuradas 51.243 denúncias, expedidas 61.729 medidas protetivas e um total de 188.693 vítimas atendidas de acordo com os últimos dados.

“Os números são bastante expressivos”, disse o coordenador-geral da Seopi, Fernando Oliveira. “Alguns estados colocaram mais de 100 unidades policiais à disposição atuando e mais de 3 mil policiais, por exemplo”, informou o oficial no primeiro comunicado do Governo Federal sobre a Resguardo.

A divulgação aconteceu no dia 8 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. A ministra Damares Alves, que esteve no evento, ressaltou a importância dessa ação e acredita ser um marco na história na luta contra o feminicídio. 

“Posso afirmar que este é um governo que tem tido um olhar diferente para a proteção da mulher. Além disso, quero agradecer lá na ponta, todos os policiais que estão envolvidos neste momento, e que desde o dia 1º de janeiro estão nas ruas protegendo as mulheres”, disse a chefe do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. 

Crimes desse tipo também não escapam às cristãs. Uma pesquisa realizada pela então doutoranda Valéria Vilhena, na Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), constatou que 40% das mulheres vítimas de agressões físicas e verbais se declaram evangélicas.

A comunidade evangélica, que hoje representa mais de 31% da população brasileira, não deve ser omissa nessa luta. Muitos projetos de apoio e prevenção voltados para o público feminimo são criados todos os dias nas igrejas ao redor do país.

Mulheres em situação de violência podem recorrer a essas associações e à Central Atendimento à Mulher, no Ligue 180.