Adotar um coelhinho de estimação pode ser divertido, mas é importante entender que este animal precisa de tempo para ajustar-se à nova casa. É seu dever fazer com que o coelho tenha tudo que precise para que ele se acostume com mais facilidade e realize a transição. 

Escolha a raça

Em primeiro lugar, deve consultar alguma informação sobre raças, para que escolha as tendências de carácter que mais se adequam ao seu estilo de vida.

Deve também verificar se reúne conhecimentos e condições necessárias para receber em casa o novo habitante, de modo a que o animal não se torne um “fardo” ou uma “prisão”, como muita gente afirma após verificar que qualquer animal dá trabalho.

Os coelhos são animais caracteristicamente noturnos, apesar de grande parte das pessoas não saber. No entanto, habituam-se facilmente à rotina diária do dono, alterando os seus períodos de sono, estando sempre pronto para a exploração da casa (são dos animais mais curiosos). 

Escolha o sexo

Embora não aja qualquer diferença comportamental significativa entre os dois sexos, temos de considerar algumas coisas relativamente ao sexo do animal. Se vamos ter um único coelho doméstico, não há qualquer problema na escolha de um ou outro. Se vamos escolher um par, devemos considerar que não se conhecem casos de junção de coelhos machos não esterilizados, a viver juntos sem problemas. No caso de pares de sexo oposto, é aconselhável a junção de animais esterilizados, pois dado que a coelha ovula na presença de macho, estaria constantemente prenha.

Escolha bem a gaiola

A gaiola deve ter tamanho mínimo suficiente que permita ao coelho esticar-se a todo o comprimento e sentar-se nas patas de trás, no entanto, este tamanho apenas deve ser utilizado para coelhos que façam exercício diário fora da gaiola. O local onde essa está instalada deve ser seco e longe de correntes de ar. Deve conter um ninho ou lura para que se possa esconder. Os comedouros e bebedouros devem estar sempre limpos.

Uma pedra de cálcio e madeira para roedores também é aconselhável.

Alimentação

Além da ração adequada para coelhos de estimação, tendo em atenção que existem rações para animais mais e menos ativos (que deve constituir apenas 10% da alimentação total), e o feno sempre à disposição (pois tem de ser o alimento base do coelho), os vegetais frescos devem constituir cerca de 20% da alimentação total do coelho.

Podem comer inúmeros vegetais frescos como a cenoura, os brócolos, a couve (em pequena quantidade), o nabo, o rabanete, a salsa… entre outros. Deve evitar-se a batata, as leguminosas secas como o feijão e grão e a alface (essencialmente devido à falta de nutrientes e capacidade diurética).

A comida do coelho deverá ser variada em termos de alimentos frescos, tendo sempre como lema que, o que não se sabe se faz bem ou mal, não se deve dar.

Maneijo

Não se deve pegar o coelho pelas orelhas. Deve-se sim, segurar pelo dorso ou barriga, apoiando as patas na mão, para que não se sinta desiquilibrado e comece a “espernear”.

Sociabilidade

Tendo em conta as características do coelho, dificilmente conseguirá manter dois coelhos machos juntos. No caso das fêmeas, devem ser habituadas desde cedo, mas será menos complicado juntar duas fêmeas.

Os casais resultam bem, mas têm de ser separados na altura dos nascimentos. Deve-se considerar a esterilização dos casais para controlar a natalidade. 

Depois de estudadas todas as condições para receber o nosso novo amiguinho, está na hora de escolher.

Verifique as condições de saúde

Independentemente do local onde vai adquirir o seu animal, devemos observar se o espaço em que o coelho se encontra é limpo regularmente e como se encontra o estado de saúde do animal.

Num coelho saudável, encontramos olhos brilhantes em vez de secos e baços; pelo completo, sem falhas nem feridas, sem se apresentar quebradiço e sem queda excessiva que faça com que o coelho apresente peladas. O pelo deve estar limpo e solto, especialmente na zona do ânus, sem sinais de diarreias.

O coelho não deve apresentar nem corrimento nasal nem uma mancha amarelo-escura no nariz, já que pode indiciar problemas respiratórios ou pasteurella. A barriga não deve estar inchada nem rígida. O queixo não deve estar molhado e os dentes devem apresentar-se bem colocados, brancos, sem falhas nem rachas. As unhas devem estar gastas e após os três meses de idade devem estar cortadas, não devem de modo algum estar muito compridas e enroladas. As pálpebras não devem apresentar inchaço ou pústulas (devemos tomar especial atenção a este último ponto).

A nível psicológico, o animal não deve estar apático, mas sim curioso e comunicativo.

Não é suposto vermos a maioria do globo ocular do coelho, o que significa, em grande parte dos casos, que o animal se encontra demasiado assustado, o que pode potenciar situações de stress quando for efetuada a mudança de ambiente. Pode estar um pouco assustado, é normal, mas não é suposto tentar fugir desesperadamente se corretamente agarrado.

Depois de observados todos os itens acima descritos, pode e deve levar o seu novo amiguinho para casa!

Escolha o veterinário

Quando chegar a casa é tempo de começar a tratar das questões relacionadas com a saúde. Uma visita ao futuro veterinário assistente é indispensável, já que este, com o seu olho clínico, poderá observar mais atentamente o estado de saúde do animal e informar acerca do plano de vacinação.

Higienização

Depois de tratadas todas as questões de saúde e segurança, o próximo passo é o treino. Como todos os animais dotados de algum tipo de inteligência, também os coelhos são passíveis de adquirir novos conhecimentos, sendo um dos mais úteis o treino de higiene.

Para manter o seu coelho limpo, também é importante levá-lo a aceitar, desde cedo, a escovagem, o corte das unhas e o barulho do secador.