A perplexidade toma conta das pessoas em Israel e no mundo inteiro. Isso porque, o que a imprensa tem chamado de “avalanche humana”, resultou na morte de pelo menos 45 pessoas durante a celebração do Lag Baomer, a festa judaica do fogo, no Monte Meron.

Enquanto se reuniam na madrugada desta sexta-feira (30), milhares de judeus ultraortodoxos se agruparam em uma arquibancada que cedeu com o peso. Segundo o serviço médico da Estrela de Davi Vermelha, as pessoas morreram pisoteadas e asfixiadas com o acidente e a correria. Outros 150 devotos ficaram feridos, 100 deles foram hospitalizados e estão recebendo cuidados.

Em pronunciamento através de sua conta oficial do Twitter, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, lamentou profundamente o ocorrido. “A catástrofe do Monte Meron é uma das mais graves a atingir o Estado de Israel”, escreveu Netanyahu.

A peregrinação marcou o início da liberação de eventos com um número maior de pessoas desde março de 2020, quando a pandemia global foi declarada. Mais da metade da população já está completamente imunizada contra a Covid-19 após empenho na campanha de vacinação do Governo.

Ainda que em quantidade menor, de acordo com as medidas impostas pelas autoridades, o festival contou com a participação de 10.000 pessoas. A cerimônia, que acontece em meio a fogueiras, reverencia o rabino Simon Bar Yochai, um místico do século II, e tem duração de uma noite.

Com o tumulto causado, o resgate foi dificultado e as ambulâncias quase não conseguiram chegar ao local. O exército de Israel prestou assistência enviando ajuda com paramédicos, ambulâncias e helicópteros.

A identificação dos óbitos está ocorrendo de forma lenta, apenas um terço deles foram divulgados às suas respectivas famílias inicialmente. O protocolo adotado em Israel não permite que a imprensa informe os nomes das vítimas antes que os familiares recebam a notícia.

Enquanto isso, filas nos postos de doação de sangue estão lotadas de pessoas querendo doar. Também houve protestos quando o primeiro-ministro chegou ao local da tragédia. Todo o país está sob pesado sentimento e Netanyahu declarou o próximo domingo (2) como dia de luto nacional.

“Rezamos para que os feridos se recuperem rapidamente”, acrescentou o chefe do Governo. A tragédia segue sendo investigada pelas forças policiais.