A partir do dia 18 de abril, Israel começou a viver o que o mundo espera há mais de um ano após o início da pandemia: a não obrigatoriedade do uso da máscara. Como o país já vacinou mais de 54% da população, a medida já pode ser implementada no dia a dia do israelense quando estiver ao ar livre.

O anúncio do Ministério da Saúde do país foi realizado na quinta-feira (15) e começou a valer a partir de domingo, dia 18 de abril. Vale ressaltar que, em ambientes fechados, o uso da proteção continua obrigatório.

A decisão do ministro, Yuli Edelstein, foi tomada em conjunto com os especialistas da área. “As máscaras têm como objetivo nos proteger contra o coronavírus. Depois que especialistas em saúde concluíram que não são mais necessárias ao ar livre, decidimos permitir, de acordo com sua recomendação”, afirmou.

Israel tem sido um modelo de combate ao vírus. Foi o primeiro a estabelecer o uso de máscaras em ambientes públicos, além de ter iniciado rapidamente a vacinação em massa. Com 9,3 milhões de habitantes, mais da metade deles já receberam as duas doses da vacina da Pfizer/BioNTech.

Em dezembro de 2020, o país fez um acordo com a farmacêutica norte-americana que entregou milhões de imunizantes imediatamente. Em termos percentuais, Israel é o líder no ranking mundial de pessoas protegidas contra a Covid-19.

“O nível de mortalidade em Israel é muito baixo graças ao nosso sucesso na campanha de vacinação e, portanto, podemos relaxar nas restrições”, declarou o chefe do cargo. As autoridades já haviam permitido, desde março, a reabertura de restaurantes, bares e praias, condicionada à apresentação do Passaporte Verde.