Israel completou 73 anos de independência no dia 14, comemorando, inclusive, a saída da situação de calamidade vivida devido à pandemia do Coronavírus. Depois de um ano sem festividades e sem atividades em grupo, Israel comemorou seus 73 anos  com desfiles, aviação e muito churrasco. 

Porém, no dia 13, o povo de Israel viveu o Yom Hazicaron: dia sagrado em lembrança aos soldados que caíram em combate e às vítimas de atos terroristas.

Completando 73 anos de independência, Israel viveu por 24 horas, no dia anterior à data festiva, o luto também pelos soldados que tombaram lutando por essa conquista. Em 14 de maio de 1948, a liberdade tão sonhada foi conquistada, porém, no dia seguinte, exércitos rivais invadiram o território causando a morte de milhares de pessoas.

As atividades do Yom Hazikaron (Dia da Memória) começaram oficialmente às 20h desta terça-feira (13) e se estenderão até hoje, dia 15. Nas primeiras horas desta quarta, israelenses foram às ruas ao som de uma sirene tocando durante um minuto no país inteiro.

Como de costume, as rádios contam histórias pessoais dos homens que morreram. Outras dezenas de milhares de jovens visitaram os túmulos de soldados para limpar, acender velas e deixar cartas em sinal de honra aos heróis e vítimas. No ano passado, os cortejos não puderam acontecer devido à pandemia.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, fez um discurso para as famílias enlutadas na abertura do Yom Hazicaron. O político relembrou a perda do irmão Yonatan Netanyahu, que era o tenente-coronel comandante que liderou soldados para a libertação dos reféns em Entebbe, Uganda.

“Somos todos uma grande família. É claro que esta é uma família fora do comum e sei que infelizmente pertenço a ela há 45 anos, quando perdi meu irmão, o tenente-coronel Yonatan Netanyahu, comandante do reconhecimento do Estado-Maior, quando ele liderou seus soldados para a libertação dos reféns em Entebbe, Uganda. E, ao contrário de uma família normal, não queremos crescer, muito pelo contrário. Todos e cada um de nós se lembra do momento terrível em que ele parou junto ao monte de terra úmida e uma grande fenda se abateu sobre nós, uma fratura  que deixou uma cicatriz profunda em todos nós. A amputação da vida, uma casa vazia, um coração ferido que nunca cura realmente. Então começamos a aprender a viver de novo e fizemos isso, todos nós fazemos, por nós mesmos e por eles, pelos 23.928 mártires caídos em combates que se somam aos milhares de civis mortos nos atentados. Cada um deles expressa o preço do avivamento em nossos 73 anos de independência “.

Após as 24 horas de luto, o dia 14 termina com uma cerimônia especial de transição entre o Dia da Memória e Yom Haatzmaút (Dia da Independência) no Monte Herzl, em Jerusalém. Neste momento as bandeiras nacionais que estavam a meio-mastro voltam a tremular marcando o 73º aniversário do país.

De repente tudo se transforma com o início de fogos de artifício. De luto para festa; de tristeza para alegria.

Cada ano surge a pergunta… é bom assim? Será que esta mudança tão brusca, tão súbita, não é difícil demais para as famílias enlutadas?

E a conclusão é sempre a mesma… “Esse é o caráter do povo judeu. É importante sentir a dor, a tristeza… mas também é importante conseguir seguir com a vida e ficar alegre também” .

O povo judeu sempre teve tragedias… e sempre foi importante chorar… e também voltar a viver.

Quando morre alguém na família, a gente deve sentar “shiv’a”, 7 dias em casa, deixando a dor nos abraçar. Mas no oitavo dia devemos sair de casa e voltar à vida…

 

Não se trata de esquecer. O povo judeu tem uma memória muito longa. Ainda lembramos da escravidão no Egito…

 

Se trata de lembrar da dor… mas de continuar a viver.

 

Mazal tov Medina Israel!!!

 

Fonte: Rita News Clube