Neste último domingo (11) o Irã teve uma de suas principais usinas nucleares atacada. Com a informação, as autoridades do país acusam Israel de ser o autor do apagão que aconteceu na usina de Natanz,

Os porta-vozes do país se manifestaram nesta segunda-feira, falando em um ato de “terrorismo nuclear” possivelmente vindo do arqui-inimigo. “Os sionistas querem se vingar devido ao nosso avanço para a suspensão das sanções (…), disseram publicamente que não vão permitir isso”, disse o chanceler Mohammad Javad Zarif.

O motivo seria porque o governo iraniano está tentando relançar acordos nucleares entre as grandes potências mundiais. “Mas vamos nos vingar dos sionistas”, declarou Zarif em tom de promessa ao rival. Sua fala foi veiculada pela televisão estatal durante o Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento.

A usina subterrânea faz parte do programa atômico iraniano de enriquecimento de urânio. Na data, ela sofreu um blecaute em um dos seus pontos centrais, o que afetou o funcionamento com grandes prejuízos na produção nuclear.

O governo acredita que o ato foi uma “sabotagem”, segundo o chefe da Organização da Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi. Mais esclarecimentos sobre o estado das instalações não foram divulgados, porém o porta-voz da chancelaria, Saeed Khatibzadeh, destacou que a ação não causou contaminação e nem vítimas. De acordo com ele, as máquinas danificadas “serão substituídas por outras mais avançadas”. 

Apesar da acusação e a iminente possibilidade de represálias, Israel não se manifestou. Existem apenas fontes anônimas da imprensa do país que dizem que este foi um bem-sucedido ataque cibernético do Mossad, o serviço secreto do Estado judaico, como informa o jornal El País.

Ainda de acordo com a imprensa, a intenção do ataque é atrasar o enriquecimento de urânio em, pelo menos, nove meses. Isso porque o processo produz combustível para energia nuclear e armas atômicas. O governo de Israel, em situações como esta, costuma manter silêncio oficial, portanto o caso está sem reivindicação.

 

Fonte: Com informações do site El País