A manhã desta última quarta-feira (7) foi bastante atípica para alguns cristãos do Canadá. Isso porque a igreja onde congregam foi cercada com barricadas para os impedir de adentrar no local.

A barreira foi criada por policiais ao redor do templo da GraceLife Church em Edmonton, no estado de Alberta. A intenção, segundo o site  canadense The Post Millennial, ainda é desconhecida. Imagens da interceptação foram compartilhadas no Twitter do país.

A igreja GraceLife também faz parte de uma notícia que rodou o mundo neste ano, quando o pastor James Coates foi detido por realizar cultos presenciais. Até então, haviam medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus. Este fato pode estar entre as justificativas do bloqueio.

A apreensão de James ocorreu no dia 5 de março e agora, ele aguarda julgamento no próximo mês. Sua esposa, Erin Coates, se manifestou sobre a situação em suas redes sociais. “Isso é o que acontece quando você tem liberdade religiosa em uma sociedade livre e democrática: eles prendem seu pastor por abrir livremente as portas da igreja e servir às ovelhas de Cristo” escreveu ela. 

Erin ainda informou que os agentes haviam cercado a igreja com arames. “Tudo isso sob o pretexto de uma ordem de saúde. Pena que a Igreja não é um edifício, é um povo comprado por sangue — Cristo prevaleceu e prevalecerá”, acrescentou.

A igreja recorreu à justiça para investigar o fechamento. Em nota, o escritório de advocacia à frente do caso repreendeu o governo por colocar uma barreira em torno da igreja. John Carpay, presidente do Centro de Justiça para Liberdades Constitucionais, também acusou as autoridades de tentar atrasar o julgamento do pastor James.

O advogado salienta que, do dia 3 de maio, o governo quer trocar a audiência para julho deste ano. John Carpay acredita que esta é uma clara tentativa de ataque. “Esta é provavelmente a primeira vez na história canadense que um governo federal ou provincial ataca diretamente a religião e sua prática, além de um pastor cristão; com base em ordens de saúde arbitrárias e não científicas, de um médico não eleito e politicamente nomeado, cujas ordens não são examinadas por membros eleitos da Assembleia Legislativa”, conclui Carpay.

 

Fonte: Com informações do site The Post Millennial