A polícia holandesa investiga atualmente uma explosão causada em uma congregação cristã da cidade de Krimpen aan den Ijssel. A Igreja Mieraskerk, localizada nos arredores de Roterdã, foi alvo de criminosos na madrugada desta terça-feira (30).

A igreja havia acabado de realizar um culto à noite quando, de madrugada, os moradores de Krimpen ouviram o barulho. O fato ocorreu por volta das 4h30 da manhã. “Ninguém ficou ferido na explosão, mas a fachada do prédio foi danificada”, disse a polícia em comunicado.

Uma pessoa de capuz foi vista, através de imagens da câmera de segurança, colocando o explosivo na frente do templo. Martijn Vroom, o prefeito da cidade, se pronunciou sobre o caso. “Estou com raiva e triste. Esta é uma explosão perto de um prédio que é o lugar favorito da comunidade para muitas pessoas. É realmente horrível”, disse ele à imprensa.

No domingo, dia 28, a igreja holandesa havia realizado uma reunião que causou grande aglomeração. Haviam centenas de pessoas no local que, atualmente, só pode conter 30. O Estado não pode intervir por causa das leis de liberdade religiosa do país.

O fato foi divulgado na imprensa e a polícia estuda se Mieraskerk foi vítima de pessoas contra o funcionamento do templo devido à disseminação do coronavírus. Nesse dia, um jornalista informou ter sido agredido por um dos fiéis, um homem de 43 anos, quando tentava colher informações para a matéria sobre o assunto. O conselho das Congregações Reformadas na Holanda (OGGIN) se desculpou publicamente pelo ocorrido.

Com a alta repercussão na mídia, o pastor da congregação, Anthonie Kort van, falou sobre o caso. “Tivemos que lidar com coisas esta manhã que podemos entender melhor quando somos assediados e atormentados, e quando ocorre agitação”, disse Anthonie.

Sobre os cuidados e combate à Covid-19, a igreja informou estar tentando se adequar às regras assim como os demais setores da sociedade. “Há um metro e meio entre os visitantes, apenas as famílias estão juntas. O uso de máscaras de fato não é obrigatório, mas há muitos que as usam voluntariamente”, afirma a congregação. 

 

Fonte: Com informações do site Guiame