Atualmente, no Brasil, foram vacinadas cerca de 14 milhões de pessoas. Com o crescimento do número de mortes, o Governo Federal quer ampliar o número de doses aplicadas em até 1 milhão de pessoas por dia.

A informação é do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que assumiu o ministério no último dia 24. Ele disse que esse é o novo compromisso do Governo para o curto prazo. “Com a Covid-19, a determinação expressa do Presidente da República é para que consigamos ampliar esse número de vacinação”, disse Marcelo.

Hoje, 300 mil pessoas estão sendo vacinadas por dia no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Com essa nova meta, 25% dos brasileiros receberiam, pelo menos, uma dose de imunizante em 2 meses.

Marcelo Queiroga anunciou também a criação de uma secretaria específica de enfrentamento à Covid-19. Vão trabalhar com ele, Rodrigo Castro (funcionário de carreira do Ministério da Saúde) como secretário-executivo, e Sérgio Okane (diretor-executivo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) como novo secretário de Atenção à Saúde.

“Estamos agora com o firme propósito, e essa é uma providência do momento, de instituir uma secretaria especial para o combate à Covid-19. Essa secretaria vai cuidar somente da doença. Sabemos que as pessoas continuam tendo outros males e o Ministério da Saúde precisa continuar atendendo todos esses pacientes. A secretaria especial vai funcionar 24 horas por dia”, explicou o ministro.

 

Corrida por vacinas

 

“Temos condições de vacinar muitas pessoas”, afirmou o ministro. O Brasil precisa, agora, garantir um estoque de imunizantes suficientes para pronta vacinação e alcançar o objetivo de Queiroga.

O Governo já tinha anunciado a compra de 138 milhões de vacinas da Pfizer e Janssen na última semana. A expectativa é de que as doses das farmacêuticas BioNtech e Johnson & Johnson comecem a ser entregues no próximo trimestre.

A Janssen também já solicitou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nesta quarta-feira (24), o uso emergencial do seu imunizante no país. Em nota, a agência informou que já iniciou a triagem dos documentos presentes no pedido que deve ser respondido ainda hoje.

Até o momento, o Brasil garantiu mais de 562 milhões de vacinas contra a Covid-19, que devem ser entregues ao longo de 2021. Os acordos são com as empresas da AstraZeneca/Oxford (Fiocruz) e Instituto Butantan, consórcio Covax Facility, Precisa/Bharat Biotech (vacina Covaxin) e União Química/Gamaleya (vacina Sputnik V).