O Ministério da Educação do Egito aprovou uma proposta que inclui o ensino do cristianismo e judaísmo nas escolas. O país com mais de 80% da população praticante do islamismo quer promover o conteúdo na educação religiosa por haver “valores comuns”.

A decisão inédita do parlamento egípcio surge em conjunto com declarações sobre tolerância religiosa do presidente Abdel Fattah al-Sisi. Os seguidores de Jesus no país enfrentam ataques corriqueiros de extremistas do Islã.

De acordo com o Portas Abertas , o Egito ocupa o 16º lugar entre as nações perseguidoras da fé cristã. Atualmente, existem cerca de 16,2 milhões de cristãos no país norte-africano, o que representa 10% dos habitantes.

Para Kamal Amer, o chefe do Comitê Parlamentar de Defesa e Segurança do Egito, a inclusão do cristianismo e judaísmo na grade de ensino religioso “expressa o empenho do estado em divulgar os valores da tolerância e da fraternidade”.

A luta por liberdade religiosa tem avançado no país. Em 2019 o governo autorizou a construção e o funcionamento para as igrejas cristãs. Apesar das declarações positivas de al-Sici a respeito da comunidade, o governo não tem conseguido garantir a segurança delas.