As mamães grávidas no Brasil serão incluídas no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. O Ministério da Saúde prevê que a primeira dose para elas, também incluindo as puérperas (mulheres no período pós-parto), ocorrerá no máximo até final de maio, de acordo com o cronograma.

A decisão foi confirmada nesta terça-feira (27) através de uma nota divulgada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). No documento, o PNI especificou algumas orientações, como a priorização de grávidas com doenças pré-existentes, a princípio.

A coordenadora do PNI, Franciele Francinato, disse que a medida foi tomada devido à situação preocupante da pandemia no Brasil, além de saberem que grávidas e puérperas possuem riscos maiores de hospitalização pela doença. 

“A vacinação deve começar a partir do dia 13 de maio”, informou Franciele. No entanto, ela salientou que essa programação está “sujeita a alterações a depender da entrega efetiva de vacinas”. No dia 15 do mês passado, o governo já havia incluído as gestantes com comorbidades no plano de vacinação.

“Nossa indicação é que, nesse momento, vamos alterar um pouco a recomendação da OMS que hoje indica a vacinação, de acordo com o custo x benefício. Mas, hoje, o risco de não vacinar gestantes no país já justifica a inclusão desse grupo para se tornar um grupo de vacinação nesse momento”, afirmou a coordenadora.

As aplicações confirmadas serão das farmacêuticas Coronavac, AstraZeneca e da Pfizer. O primeiro lote com os imunizantes, segundo o governo, deve chegar na próxima quinta-feira (29) com 1,3 milhão de doses para distribuição entre as capitais.

Quando chegarem nos grandes centros, as vacinas serão destinadas às demais zonas de aplicação. A preocupação inicial é a respeito do armazenamento dos imunizantes para não serem desperdiçados. Eles podem ser armazenados somente por até sete dias a -20°. “Para a aplicação, a vacina pode ficar em temperatura de geladeira, de até 8°, por até cinco dias”, acrescentou Franciele.