Os próximos dias serão muito importantes para a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Um total de 10,9 milhões de imunizantes serão entregues até este domingo, dia 2.

Só nesta sexta-feira (30) o país já recebeu 6,5 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de 420 mil da CoronaVac, parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.

A Pfizer também já havia disponibilizado um lote com 1 milhão de doses nesta quinta-feira (29). Essas vacinas serão distribuídas aos estados e municípios a partir de segunda-feira (3).

De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante da Pfizer precisa ser armazenado com temperaturas baixas, entre -25º e -15º. Por isso, as doses serão direcionadas principalmente para as capitais, pois possuem estruturas mais aptas a atender essa demanda, conforme orientou o ministério.

A agilização das entregas de vacinas pelo governo acontece num momento em que 673 cidades ficaram sem aplicar vacinas nesta semana. A informação é da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) que relaciona o fato à dificuldade do país em obter insumos e à redução do ritmo da imunização.

Mais vacinas também serão entregues neste sábado. O consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), garantiu 220 mil doses da Oxford/AstraZeneca para o Brasil. No dia seguinte, mais 3,8 milhões de doses do mesmo imunizante chegarão em São Paulo, alcançando, só nessas remessas, a marca de 4 milhões de vacinas.

Em um pronunciamento do ministro Marcelo Queiroga, o balanço dos últimos dias mostra que 17,1 milhões de vacinas estão sendo entregues desde quarta-feira (28). Neste dia, 5,1 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca e 104,8 mil da CoronaVac foram disponibilizadas.

 

Fiocruz é autorizada a produzir insumo da AstraZeneca

 

Para acelerar a chegada de mais vacinas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a fabricação do Insumo Farmacêutico Biológico (IFA) da vacina Oxford/AstraZeneca pela Fiocruz. Atualmente o Brasil só produz vacinas mediante importação desse ingrediente, principalmente da China.

“Com isto, a partir de agosto, a Fiocruz já começará a entregar vacinas 100% produzidas em Bio-Manguinhos/Fiocruz”, informou a fundação. A presidente Nísia Trindade disse que a fundação já vem produzindo 1 milhão de doses por dia da sua vacina.

A “validação dos processos do IFA nacional”, por sua vez, será destinada ao SUS em escala comercial. “Após a realização dos testes, a Fiocruz deve solicitar a inclusão do insumo no registro ou fazer um pedido de autorização de uso emergencial”, informou a Anvisa.