A empresa anunciou que os estudos pré-clínicos realizados em animais alcançaram bons resultados 

Após realizar estudos preliminares em animais, a Oramed Pharmaceuticals, farmacêutica de Israel, divulgou na última sexta-feira (19) que vai desenvolver a vacina contra a Covid-19 via oral em humanos.

Os contratos para a fabricação já foram assinados e o imunizante será em formato de comprimido. Os benefícios dessa iniciativa vão desde a produção em larga escala até a chegada do material com mais rapidez aos centros de vacinação. A população mundial voltaria à vida “normal” em menos tempo do que no método convencional.

O CEO da Oramed, Nadav Kidron, disse que a vacina oral eliminaria outros problemas de distribuição “permitindo que as pessoas tomem a vacina sozinhas em casa”.

A data para testes em humanos ainda não foi divulgada, mas a empresa anunciou bons resultados em cobaias usadas nas pesquisas. O imunizante criou anticorpos contra o vírus e os animais não apresentaram efeitos colaterais. 

Eles receberam partículas do vírus em versão não infecciosa. Essa tecnologia usada pela Oramed, em conjunto com as empresas Premas Biotech e Oravax Medical, faz com que o corpo produza uma resposta imune ao vírus sem que apareçam os sintomas da doença.

Apesar de estarem cientes de que os resultados em humanos vão demorar para serem comprovados, os esforços valerão a pena, pois é provável que a imunização contra a doença continue anualmente, assim como a da gripe, lembrou a companhia

Outra empresa de biotecnologia, a Vaxart da Califórnia (EUA), informou em fevereiro que realizou testes iniciais de vacinas orais em humanos. Essa também seria por meio de cápsulas e obteve resultados positivos na primeira fase.

A VXA-CoV2-1 foi testada em 495 voluntários que apresentaram boa tolerância e imunogenicidade (desenvolvimento de anticorpos em quem tomou) após a aplicação de duas doses. Segundo a farmacêutica, os efeitos colaterais foram leves e deve iniciar a fase 2 de testes o mais rápido possível.