O homem, sempre busca em seus anseios, responder perguntas triviais, no que se refere a explicação do passado e, possivelmente, avistar o futuro. E acaba sempre se envolvendo no: quem eu sou? Qual meu papel no mundo? De onde viemos? Qual a nossa vocação futura? Em meio a estes questionamentos, na maioria das vezes, um misto de sentimentos e conflitos internos, gerados por uma complexidade de variáveis, estabelece rumos desorganizados em seu coração e na sua mente.

Partindo desse pressuposto é possível perceber em um discípulo características muito peculiares e que geram empatia à primeira vista quando analisamos o nosso interior.

Pedro. Pedro é exatamente este rapaz, que só entendeu o seu chamado após perceber que a pergunta certa não era quem ele era, mas quem Cristo era. Conhecer a Cristo deu a Pedro a oportunidade de desenvolver seu caráter, espiritualidade e, posteriormente, abraçar a missão do Messias, ungido de Deus e fazer dali a razão de sua existência. Ou seja, a partir de uma transformação profunda no caminhar com Cristo, Pedro tem então uma volta de graus, que lhe permite descobrir o sentido da vida.

O Caminhar com Cristo exigiu de Pedro, resiliência, paixão, confiança, dependência e quebra de orgulho. Foi um caminho de transformação, tal qual a borboleta que era apenas uma lagarta. Precisou da fase do casulo.
Neste casulo vemos as passagens claras.

Mateus 4.18 –  De pescador a pescador de homens

“E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no”.

João 1.42

“E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

Mateus 16.13 – Revelação de Cristo

“E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

Mateus 10.1 – Comissionamento apostólico

“Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, Nem alforges para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordões; porque digno é o operário do seu alimento”, (Mateus 10:5 a 10).

Percebemos na figura de linguagem da metonímia, quando Jesus mostra a Pedro o que queria fazer por meio da vida dele, Tu és Pedro ( Petrus ) e sobre esta rocha ( Petra ) edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, (Mateus 16:18).

Porém toda a obra começa Nele, o Cristo de Deus. O efetuar da obra seria por meio de Pedro, por meio do nome de Jesus, pela ação do Espírito Santo.

Atos 3 confirma tudo aquilo que Pedro recebeu em Mateus 10, por um simples fato: Pedro foi lavado por Jesus. Assim também, somente viveremos o nosso propósito verdadeiro após um encontro tão profundo com Jesus, ao ponto dele lavar não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça e após isso, também nos enxugar.