Essa expressão “filho de Deus, me amou e se entregou por mim”, são relâmpagos e trovões do céu que atacam a ideia de que somos salvos por boas obras. Paulo, quando escreve à região da Galácia, está corrigindo e exortando as quatro igrejas recém nascidas daquela região. Antioquia da Psídia, Icônio, Derbi e Listra. O maior desejo do Apóstolo Paulo enquanto pregador dos gentios, era combater os falsos ensinos judaizantes que permeavam e ofuscavam a fé dos cristãos naquele contexto.

Não há méritos na lei, antes uma necessidade urgente de justificação; não são as práticas judaicas, as festas, o guardar o sábado, a circuncisão que nos torna filhos amáveis e aceitos diante de Deus, mas o sacrifício vicário e absoluto de Cristo, que triunfou na cruz por nós. Nossos esforços continham tão grande perversidade, erros, escuridão e ignorância que somente poderíamos ser libertos por meio de um resgate excessivamente caro, ao ponto de satisfazer a necessidade da lei.

E por que pensamos que nossos méritos, esforços e nossa capacidade de racionalizar é capaz de nos salvar? Por que insistimos nisso? É porque nos esquecemos de que, para um Deus irado, somente um resgate partindo Dele mesmo poderia nos salvar. Nossas boas obras “são meras palhas, diante de um Deus que é fogo consumidor”, conforme disse Moisés. Nos esquecemos de que nossos atos de justiça são como trapos de imundícia diante do Dele. Por isso questionamos tanto a Deus. Desejamos sempre trocar o que Paulo disse: “não sou mais eu quem vive…”, por méritos na graça e vida eterna.

Essa passagem diz que há tanto mal na nossa natureza, que o mundo e toda a criação não podem nos reconciliar com Deus. A única solução foi o Filho de Deus ser oferecido por nossos pecados voluntariamente. Qual o preço desse resgate? O próprio Filho de Deus, o Cordeiro pascoal que foi entregue e que tira o pecado do mundo. Agora, pela fé, podemos ver a Cruz de Cristo vazia, a pedra arredada do sepulcro, ELE RESSUSCITOU! Por isso, não vivemos para nós mesmos, mas é Cristo que vive em nós.

Ele nos resgatou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor. Como você responderá quando ouvir que um resgate tão inestimável foi pago por você? Você ainda quer trazer as suas próprias boas obras a Deus? O que são elas comparado ao que Cristo fez por nós?

Ele derramou o seu preciosíssimo sangue pelos nossos pecados e nos resgatou.
TETELESTAI! Está consumado!

Sobre o autor
Thiago Diniz Oliveira
32 anos, pastor na Igreja Batista da Lagoinha, formado pelo Seminario Teológico Carisma em 2016.
Hoje, responsável pelo Centro Social da Igreja Batista da Lagoinha, matriz.
Pastor Auxiliar na Lagoinha Pedreira.