O evangelismo nas cadeias é algo que não pode ser descartado pelos cristãos. Só em 2021, dez estados brasileiros registraram aumento da população carcerária. Atualmente, são 687.546 pessoas presas em todo o país.

O triste dado não isenta as mulheres. Nos últimos 15 anos houve um crescimento de 567% da população carcerária feminina. As informações integram o Infopen Mulheres, um levantamento nacional de informações penitenciárias do Ministério da Justiça.

Apesar de seus crimes, são homens e mulheres que precisam conhecer o Evangelho libertador. Pensando nisso, a organização Capelania Prisional Batista iniciou um projeto que envia cartas para pessoas dentro das prisões.

Um dos resultados veio após anos de implantação da Palavra através da vida da missionária Marcia Mendes. Uma das detentas que estava privada de sua liberdade há 13 anos se entregou a Jesus.

“Durante seis anos, eu tive o privilégio e a honra de receber a carta de uma missionária guiada por Deus”, conta a ex-detenta Vânia ao site das Missões Nacionais.

“Eu não tinha visita, eu não tinha nada e nem alguém ao meu lado, e chegou uma carta. Essa carta me emocionou, me fez ser a pessoa mais importante do mundo. A carta é uma visita para um preso ou uma presa. Eu louvo ao Senhor por esse projeto e pela vida de vocês”, declarou a mulher.

O Grão de Mostarda alcança hoje 60 penitenciárias espalhadas em cinco estados do Brasil. São 33 igrejas parceiras com 120 cristãos disponíveis para escrever e guiar os encarcerados na Palavra de Deus.

Desde quando o projeto começou, cerca de 450 cartas já foram recebidas e respondidas pelos envolvidos.

Liberta de corpo e alma, Vânia faz parte deste grupo que teve a vida transformada por pessoas que abraçaram a missão. Agora, a meta é plantar o projeto em outras unidades prisionais que ainda possuem uma equipe missionária.

Marcia acredita que este método de evangelismo possibilita uma “visita de próprio punho” aos presos pela igreja. “Somos voluntários dedicados a esta causa: voluntários do nosso tempo, dos nossos recursos, da nossa atenção”, disse ela.

“Temos nos lembrado dos presos, temos orado por suas vidas e acreditado que Deus pode transformá-los”, conclui Marcia.