No Dia das Mulheres, trouxemos aqui na Revista Cristã algumas das qualidades que podemos aprender com modelos femininos retratados na Bíblia. Como são muitas, deixamos algumas delas para explorarmos mais a fundo agora no Dia das Mães, observando virtudes que o livro sagrado nos ensina por meio de Maria, Ana e Joquebede.

Há, claro, muitas outras que poderiam ser exemplos aqui, bem como as personagens escolhidas têm outras qualidades. Decidimos salientar estas características positivas desta vez para que possamos aprender com elas.

Joquebede: Fé e Coragem

mães bíblia - joquebede

Para quem não ligou o nome à pessoa, Joquebede foi a mãe de Miriã, Arão e Moisés. Conhecemos o seu nome de forma direta em Êxodo 6, quando a Bíblia apresenta seu nome em uma genealogia. Sua história, porém, começa antes, logo no capítulo 2. Lemos alguns detalhes extras sobre ela neste ponto, como a informação de que ela pertencia à tribo de Levi.

A fé e a coragem desta personagem bíblica personificam a de muitas mães ao longo da história, inclusive dos dias atuais. Vivendo um cenário de risco (o Faraó havia ordenado que meninos nascidos entre os hebreus deveriam ser mortos), ela teve que tomar uma série de decisões dificílimas: primeiro dar a luz a Moisés, depois criá-lo em seus primeiros meses e, por fim, a pior de todas, colocá-lo dentro de um cesto no rio confiando que Deus cuidaria de seu filho dali em diante. 

Por mais drástica que a ação de Joquebede possa parecer, a Bíblia nos deixa claro que ela não abandonou a criança. Era necessário que ela fizesse aquilo no momento, mas ao enviar a irmã para que acompanhasse o rumo do cesto de longe, a mulher se assegurou de que o cesto de Moisés teria o fim previsto: com vida.

Quantas mães não fizeram/fazem escolhas tão difíceis quanto essa todos os dias? Provavelmente, todas poderão contar ao menos um punhado de histórias de quantas vezes abriram mão de algo ou fizeram alguma coisa que partiu seu coração em prol de seus filhos.

É possível aprender com a história de Joquebede que atos de coragem como estes não passam despercebidos por Deus. O Senhor, em Sua infinita sabedoria, conduziu as coisas de forma que Moisés fosse acolhido dentro do palácio real e a própria mãe fosse escolhida como a ama de leite do garoto, podendo participar de maneira direta de seu crescimento e desenvolvimento, que culminaria com a libertação grandiosa do povo hebreu do cativeiro.

Vemos então que não importa o tamanho do sacrifício. Se você estiver no centro da vontade de Deus, Ele é fiel para produzir frutos maravilhosos desta atitude.

Ana: Garra, Perseverança e Fidelidade

mães bíblia - ana

Ana é a pessoa ideal para nos ensinar sobre perseverança e garra. Sua história começa a ser contada no livro de I Samuel, capítulo 1. Ali lemos sobre seu marido, Elcana, que também tinha outra esposa, chamada Penina. 

O relacionamento entre ambas não era bom, e Penina, que tinha filhos, provocava constantemente a Ana, que era estéril (v.6). Neste ponto é necessário lembrarmos que, na cultura do povo de Israel, uma mulher sem filhos estava sujeita a se ver sozinha e na miséria caso seu marido falecesse, por exemplo. 

A história prossegue e Ana passa por vários “perrengues”, inclusive tendo o seu clamor confundido com embriaguez (v.10-18). Ela, entretanto, jamais desistiu de pedir a Deus por um filho, e fez um voto com o Senhor (v.11). 

Sua perseverança e confiança em Deus foram recompensadas e, logo na manhã seguinte ao episódio de ter sido acusada de  embriaguez, Ana teve relações com seu marido e engravidou. Um verdadeiro milagre do Senhor! 

A seu tempo, Samuel nasceu. E aqui entra o ponto da fidelidade. Ana cumpriu o “combinado” com Deus e dedicou seu filho ao ministério. Muitas vezes até consideramos ter a persistência e a garra necessárias para alcançar as “vitórias”, mas poucos realmente levam a cabo o que prometeram ao Senhor para alcançar tais bênçãos.

Maria: Sensibilidade para ouvir a voz de Deus.

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Maria, mãe de Jesus, não podia ficar de fora desta lista. Afinal, era uma mulher cheia de qualidades e não foi escolhida para carregar o ungido do Senhor à toa. 

Neste texto, vamos focar em uma das primeiras (e das mais importantes) virtudes que conhecemos de Maria: ela tinha a capacidade de ouvir a voz de Deus e responder positivamente a ela.

No texto de Lucas 1 vemos alguns pontos interessantes. Ao receber a visita do anjo Gabriel, Maria não fica envaidecida. Pelo contrário. Ela fica perturbada (v.29) tentando entender o que significaria a saudação do anjo que a chama de agraciada e diz que o Senhor estava com ela. 

Como não poderia ser diferente, Maria tem dúvidas e faz questão de saná-las com o anjo. É normal termos medo ou dúvidas quando recebemos uma missão do Senhor, afinal, se estivermos com o coração no lugar certo, saberemos que não somos dignos dela, qualquer que seja a tarefa. Assim, o resultado desejado no final só é alcançado com o auxílio do Espírito Santo. 

Maria, como mulher de Deus que era, demonstrou, na sequência do texto, estar bastante ciente disso. Ela, sabia da mudança que gerar o Messias traria para a sua vida, demonstrou consciência de que a obra era misericórdia de Deus e que deveria se apegar a Ele mais do que nunca.

Mães são pessoas que recebem uma dádiva maravilhosa, a de gerar um novo ser e cuidar dele para que se desenvolva. Isso, porém, não significa que tenham todas as respostas. Por isso é bom que elas (assim como todas as outras pessoas) tenham a consciência de que devem buscar a Deus por orientação e direcionamento, colocando-O no centro de suas vidas.