A Liga Antidifamação (ADL – sigla em inglês) divulgou um estudo que revelou o crescimento do antissemitismo nos Estados Unidos. Entre os judeus que moram no país, 60% deles disseram ter sofrido preconceito em forma de comentários, calúnias ou ameaças por causa da religião.

A pesquisa ouviu os judeus no mês de janeiro e foi anunciada na última quarta, 31 de março. Entre 2020 e 2021, o total de pessoas que relataram ter passado por essas situações era seis pontos percentuais a menos.

Segundo a YouGov, empresa que conduziu as pesquisas para a ADL, 9% dos judeus americanos informaram ter sido agredidos fisicamente nos últimos cinco anos. Em dezembro de 2019, por exemplo, um rabino morreu esfaqueado durante a celebração da tradicional festa de Hanukkah no vilarejo de Monsey, em Nova Iorque.

O diretor executivo da ADL, Jonathan Greenblatt, fez uma declaração se referindo a esse e outros atentados em várias cidades. “Após os principais ataques antissemitas em Pittsburgh, Poway, Jersey City e Monsey, os judeus americanos estão relatando que se sentem menos seguros nos EUA hoje do que a apenas uma década atrás”, disse o diretor.

Os ataques aconteceram em 2018 e 2019, o que revela um triste momento para o grupo. Muitas violências também vêm sendo feitas via online, sendo que 36% dos judeus experimentaram algum tipo de assédio, principalmente no Facebook.

Outros dados demonstram o medo dos judeus em relação à própria segurança. Segundo a Liga, 49% relataram ter receio de um ataque violento em uma sinagoga. Outros 59% disseram que se sentem menos seguros nos EUA. O estudo foi dirigido entre 7 a 15 de janeiro e consultou mais de 503 adultos.

 

Fonte: Com informações do site Guime