Só nos três primeiros meses de 2021, 8 milhões de abortos foram realizados enquanto, em 14 meses, a  pandemia matou 2,6 milhões de pessoas. A informação é do Worldometer, uma plataforma de estatísticas mundiais, que compila dados sobre abortos cedidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No ano passado, mais de 42 milhões de gravidezes foram interrompidas, sendo o principal causador de mortes superando as principais doenças — as transmissíveis, por exemplo, mataram mais de 13 milhões; outras 8,2 milhões de vidas foram ceifadas pelo câncer.

As estatísticas apresentadas no site Worldometer se referem a abortos conduzidos, sem levar em consideração os ocorridos de forma espontânea. A comparação dessas causas de mortes, no período de início da pandemia até agora, é assustadora quando colocadas no papel. São 51 milhões de abortos versus os 2,6 milhões por coronavírus.

Em muitos países a prática é legalizada e os números cresceram. O Uruguai, por exemplo, permite que as mulheres encerrem a gravidez até a 12ª semana desde 2013. Segundo o Ministério da Saúde do país, em comparação com o ano de 2017, o procedimento aumentou em 37%.

No final de 2020, as argentinas foram às ruas celebrar a legalização. Com isso, a Argentina se tornou a 67ª nação do mundo a permitir a interrupção de gestações. No Brasil, o aborto é crime, exceto quando a mãe corre risco de morte, quando a gravidez é fruto de um estupro e em casos de bebês anencéfalos.