Todo cristão universitário gostaria de ver seu campus transformado pelo Evangelho. Mas poucos têm se envolvido ativamente no evangelismo na faculdade. Vários são os motivos.

Alguns se dizem incapazes de pregar o Evangelho em um ambiente tão intelectualizado. Realmente, essa é uma grande dificuldade, já que o meio acadêmico demanda do cristão respostas mais elaboradas que outros ambientes.

Há também aqueles que não evangelizam alegando foco nos estudos, como se Deus os tivesse enviado ao campus apenas para estudar, se formar e honrá-Lo no futuro, na nova profissão.

Enfim, são vários os motivos apresentados pelos cristãos para não se envolver no evangelismo dentro das universidades.

Meu objetivo com este artigo é mudar um pouco essa visão. O evangelismo universitário deve estar entre as prioridades não apenas dos estudantes cristãos, mas também de todo o Corpo de Cristo, de todas as igrejas. Se queremos ver uma mudança social efetiva, devemos repensar o evangelismo na universidade.

 

“São vários os motivos apresentados pelos cristãos para não se envolver no evangelismo dentro das universidades.”

 

O evangelista Bill Bright, fundador do “Campus Crusade for Christ”, um dos maiores ministérios cristãos do mundo, dizia o seguinte: “se ganharmos as universidades hoje, ganharemos o mundo amanhã”. Você consegue entender a profundidade dessa afirmação?

Segundo ele, há uma relação direta entre o sucesso do evangelismo universitário e uma sociedade impactada pela Palavra.

Será que essas palavras são realmente verdadeiras? Será que existe uma importância tão grande no evangelismo dentro da universidade? Precisamos refletir com seriedade a respeito dessas questões, pois a resposta a elas fará toda a diferença na maneira como enxergamos o papel do cristão na faculdade.

De fato, a universidade ocupa um lugar de destaque em toda sociedade, pois tudo que acontece nela reflete na sociedade. E, visto de outra forma, tudo que é vivido, pregado e defendido na sociedade nasce, em regra, em pesquisas realizadas nos campus universitários.

Alguns exemplos ajudam a ilustrar essa realidade. A ideologia de gênero é um deles. Onde surge esse tipo de pensamento e ideologia? Nasce no meio do povo e depois alcança meios acadêmicos? Não, claro que não. O caminho é exatamente o inverso. Esse tipo de discussão nasce em pesquisas acadêmicas, para depois alcançar o nível “popular”, podendo ser encontrado em conversas casuais e em filmes e séries de sucesso.

O mesmo vale para outros temas como liberação da maconha ou aborto. Sempre a ideia surge, é gerada e debatida em meios acadêmicos antes de se tornar uma “verdade” aceita pela população em geral.

 

“Se ganharmos as universidades hoje, ganharemos o mundo amanhã.”
Evangelista Bill Bright

 

Aí está o grande problema. Essas ideias são geradas, discutidas e formatadas sem qualquer oposição ou contraponto cristão. O conhecimento que envolve o meio universitário é dominado pelo relativismo e pelo secularismo, exatamente porque os cristãos estão evitando os desgastes e desafios do evangelismo.

Das universidades saem os futuros formadores de opinião: jornalistas, empresários, juízes, advogados, políticos e intelectuais em geral, dentre outros. Como cristãos, precisamos nos posicionar como verdadeiros arautos de boas novas neste ambiente. A veracidade da Palavra de Deus e todos os seus desdobramentos devem ser apresentados com ousadia e confiança, e a salvação em Jesus deve alcançar hoje aqueles que conduzirão a nação amanhã.

 

“Tudo que é vivido, pregado e defendido na sociedade nasce, em regra, em pesquisas realizadas nos campus universitários.”

 

Não ignoro as dificuldades dessa empreitada. Já experimentei cada uma delas. Mas uma vez conscientes da necessidade de apresentarmos o Evangelho num local tão estratégico, os cristãos não podem se calar. A Bíblia tem que voltar “à mesa de discussões” para que haja verdadeiro impacto na sociedade como um todo.

Mas isso só acontecerá quando cristãos compreenderem que o evangelismo universitário não é questão de gosto ou tarefa a ser realizada quando houver tempo. É um passo fundamental para que o Evangelho avance e transforme nossa nação.