Os cristãos na China têm enfrentado grandes desafios, principalmente a partir do início da pandemia global. Além das igrejas fechadas e outras demolidas, um relatório desenvolvido pela China Aid, uma organização cristã, informa que os cultos domésticos também estão sendo proibidos.

De acordo com o órgão, só em 2020 foram documentadas nove demolições de igrejas com a permissão do governo chinês. Ainda segundo as pesquisas da China Aid, 100% das igrejas domésticas foram perseguidas por autoridades do Partido Comunista Chinês (PCCh).

Os estudos denunciaram também o autoritarismo do presidente Xi Jinping ao ordenar que os fiéis erguessem bandeiras da China e cantassem hinos patrióticos durantes os cultos. Na tentativa de controlar totalmente a “religião”, as igrejas oficiais e as domésticas deveriam adotar essas medidas.

Os cultos nos lares também foram violados, segundo os dados da organização divulgados nesta semana. Casas foram invadidas e reuniões familiares tiveram intervenção das autoridades.

“A pesquisa da China Aid para 2020 confirma que a perseguição da China aos cristãos e àqueles que professam qualquer crença novamente excedeu os incidentes relatados no ano anterior”, diz o relatório.

“Como fatos suprimidos emergiram de lugares obscuros e secretos, as consequências da perseguição do PCCh, como os resultados da pandemia não controlada de Covid-19, apresentam uma ameaça potente e pútrida para desafiar o mundo exterior a prestar atenção”, acrescenta o documento.

Não é recente a luta pela liberdade religiosa no país. A organização Portas Abertas classifica a China em 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição, entre os 50 principais perseguidores de cristãos.

O relatório anual da China Aid que, segundo seus organizadores, é feito “não apenas aumentar a conscientização sobre a perseguição religiosa na China, mas também para promover a liberdade religiosa para todos”.

Em 2021, a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional identificou a China como um grande violador dos direitos humanos, não só dos cristãos, mas também de muçulmanos uigures, o que torna essa batalha ainda mais importante a ser adotada por todos.

 

Fonte: Com informações do Christianity Today